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Professor de projeto social Faixa Preta de Jesus explica como a sua história de superação ajuda na orientação de crianças

Thiago Lucas, de 24 anos, é um exemplo de superação para muitas crianças que são assistidas pelo Instituto Irmãos Nogueira. Antes de se tornar professor do próprio Instituto, ajudando a crianças e jovens do Projeto Social Faixa Preta de Jesus, Thiago, mais conhecido como Mamute, passou por momentos terríveis devido as suas escolhas de vida. Se antes Thiago Mamute vivia sem direcionamento, viciado em crack e envolvido com o crime, hoje, depois de ter chegado ao Faixa Preta de Jesus, com a apenas 38kgs, por conta das drogas, o professor reconhece o bem que o projeto social fez à ele e segue no caminho de conscientização das crianças e jovens que são assistidas.

Sua ideia é mostrar a eles o caminho certo e do bem para que eles não tenham que passar pelo o que ele passou. “Eu mesmo já tive experiência de vida de passar pelo vício, pela droga e pela criminalidade e hoje eu estou ensinando a estas crianças a não entrarem por este caminho porque eu sei que foi um caminho difícil e atrapalhou muito a minha vida e minha família. Fui usuário de crack, me envolvi com o crime, mas eu dei a volta por cima. Eu percebi que isso não estava sendo bom para mim e hoje eu estou podendo usar a minha experiência de vida para ajudar as crianças e traçar outro caminho para eles. Eu estou conseguindo mostrar o caminho do certo e o errado para eles”, conta Thiago Mamute.

Thiago chegou ao Instituto há sete anos e passou por todos os processos que todas as crianças e jovens passam. Estudam, aprendem uma profissão, cuidam da saúde e são motivadas a encontrarem nas dificuldades ainda mais motivação para manterem suas vidas no caminho certo. “Pois, por mais que as adversidades possam nos encontrar, o mais importante são as escolhas honestas que você faz”, ressalta.

Atualmente, Thiago Mamute é faixa marrom de Jiu-Jitsu e dá aulas para as crianças do Instituto Irmãos Nogueira. Para Ricardo Cavalcante, gestor do projeto do núcleo de Nova Iguaçu, o mais importante quando uma pessoa chega no projeto é cuidar do corpo, da alimentação, do espírito dele. Assim, depois se começa a pensar em artes marciais. “O importante para a gente é que esta pessoa fique longe das drogas e do crime, pois não adianta a gente preparar uma pessoa para ser excelente em artes marciais se ele não for usar para o caminho do bem!”, avalia.